Saúde Animal!: saiba o que é a leishmaniose

Prevenção é uma das melhores maneiras para garantir a saúde do seu pet. Foto: Stock.xchng/Colinhuhge

Os animais, assim como os seres humanos, podem ser afetados por diversas doenças graves, que resultam na morte. Por isso, é importante conhecer quais são esses males e quais os tratamentos disponíveis. Além disso, sabemos que a prevenção é a melhor maneira para evitar sofrimentos na maioria dos casos.

Hoje vamos falar da LV (leishmaniose visceral) canina, que é uma doença infecciosa de caráter crônico que também pode ser transmitida ao homem. Considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como  reemergente (doença já controlada anteriormente que ressurge trazendo novas ameaças) e uma das principais zoonoses mundiais, os casos notificados já se estendem por 88 países, distribuídos em quatro continentes.

No Brasil, a LV apresenta uma ampla distribuição geográfica e está presente nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul durante todo o ano. Segundo dados epidemiológicos do Ministério da Saúde, na última década foram registrados mais de 34 mil casos humanos no país, sendo observados o aumento da taxa de letalidade e a disseminação para novas áreas, incluindo as urbanas, tornando a doença um grave problema para as autoridades de saúde pública.

O principal transmissor da doença é o flebotomíneo, um pequeno inseto conhecido popularmente como Mosquito Palha, Cangalhinha ou Birigui, que, quando infectado com o protozoário Leishmania, dissemina a doença para diversos hospedeiros. O cachorro é considerado a principal vítima em ambientes urbanos, entretanto, animais silvestres, gatos e até mesmo o homem podem ser infectados.

“Nos animais sintomáticos podem ser observadas desde lesões na pele, como descamação e feridas em região do focinho, cotovelo, orelhas e rabo, até sintomas sistêmicos, como apatia, perda de peso, crescimento anormal das unhas, alterações oculares como (conjuntivites, inflamações da córnea e pálpebras), artrites, diarreias, vômitos e sangramento intestinal, sendo que nos casos mais graves, pode ocorrer o comprometimento de rins, baço e fígado. É importante ressaltar que há animais que não apresentam nenhuma manifestação clínica aparente, sendo então a doença diagnosticada por exames laboratoriais associados à consulta com um médico veterinário”, explica Fabio dos Santos Nogueira, Mestre e Doutor em Clínica Médica de Pequeos Animais com ênfase em Leishmaniose pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) – Botucatu e Professor de Clínica Médica e Cirúrgica da Fundação Educacional de Andradina, em São Paulo.

A LV humana possui drogas disponíveis para o seu tratamento. No entanto, caso a saúde seja negligenciada, a doença pode levar à morte. Já a LV canina, no Brasil, não possui drogas específicas autorizadas para o seu tratamento, uma vez que a legislação brasileira preconiza o sacrifício do animal quando houver a confirmação sorológica da presença do protozoário Leishmania no organismo do cão.

“Para evitar a disseminação dos focos da doença no país, é importante que os proprietários tenham uma atitude preventiva com os animais, utilizando produtos específicos para repelir e proteger o cão contra o inseto, evitando assim que ele se torne um hospedeiro”, afirma Nogueira.

Dicas para proteger o seu animal contra a leishmaniose

+  Uma das opções para tentar livrar seu animal da doença é previnir que ele seja picado pelo mosquito. No mercado existem diversos produtos que agem como repelentes e podem ajudar a manter o cão imune. Um deles é o Advantage Max 3, da Bayer Helth Care, que impede as picadas dos mosquitos, além de ser eficaz contra pulgas e carrapatos.  A ação do produto dura até quatro semanas, sendo importante uma nova aplicação da pipeta após este período para garantir a sua eficácia.;

+Evite caminhar com o animal ao entardecer, período em que há maior atividade do inseto transmissor;

+ Mantenha os quintais limpos, sem restos de fezes, folhas e frutas em decomposição no chão, pois o inseto transmissor costuma aproveitar estes ambientes ricos em material orgânico para colocar os seus ovos;

+ Visite um veterinário com frequência e mantenha a carteira de vacinas do pet em dia.

About Fernanda Borges